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ENTREGA

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O nosso comportamento e expressões são controlados por uma voz interna (superego), com as suas listas de prós e contras e o poder de punir se alguém violar seus mandamentos. É a internalização do pai “ditatorial” e funciona abaixo do nível da consciência – no inconsciente – pelo que não temos consciência das limitações que estas vozes impõem aos nossos sentimentos e ações. 

A Rendição ao corpo, é a rendição do ego em favor da identificação do corpo e dos seus sentimentos. Não significa abandono ou sacrifício do Ego. Significa que o ego reconhece o seu papel enquanto subserviente ao EU – como órgão de consciente e não como mestre do corpo.

A nossa identidade está frequentemente vinculada á atividade que desemprenhamos e não á pessoa; o sucesso relacionado com a quantidade de dinheiro que obtemos fruto dessa atividade, e não pelo que ela contribui para o mundo, pelo prazer e preenchimento que nos dá executando essa tarefa.

A entrega, a rendição é vista como uma derrota, como uma inferioridade. E sim, essa sensação traz alguma verdade. É uma derrota, mas não do Ser, do Ego; e sem a rendição do Ego, não se pode render ao amor, e a alegria é impossível.

Render-se significa deixar o corpo tornar-se totalmente vivo e livre. Significa render-se á ilusão do poder da mente.

A rendição ao corpo está associada á desistência das ilusões, ao seu desmoronamento, e á permanência e consistência da realidade. Fazer é função do Ego, enquanto que render e entrega ao corpo exige um abandono do ego.

Quando a carga de energia do corpo é prazerosa e se eleva a partir da linha que consideramos um bom sentimento, a pessoa conhece a alegria, e se ela transborda, conhece o êxtase.

Dançar pode ser a atividade mais próxima de ser alegre, razão pela qual é naturalmente usada em situações festivas.

As crianças não precisam de ocasiões especiais para serem alegres. Se permitir que elas sejam livres na companhia de outras crianças, atividades alegres aparecerão em breve.

A criança que vive no medo de ser e expressar quem é, fica tensa, ansiosa e contraída. É um estado doloroso que a criança amortecerá para não sentir a dor do medo. O amortecimento do corpo elimina a dor, e o medo que os impulsos “perigosos” sejam efetivamente aprisionados – garantindo assim a sua sobrevivência, mas a repressão torna-se o seu modo de vida.

Todo o musculo cronicamente tenso, guarda uma memória inconsciente de emoções reprimidas, que persiste em forma de tensão na musculatura, nos tecidos e nos órgãos, ou não conseguiríamos reprimir eficazmente os sentimentos e fluxo da vida.

Render-se ao Ser, a quem se É, é render-se ao corpo, ao que ele sente, e isso, pode ser muito assustador; mas sem isso, a vida perde a graça; todo o plus

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