Enquanto sociedade, damos muita importância à componente racional, colocando o corpo e as emoções em segundo plano. Se acha que as emoções e o corpo são “coisas” diferentes, desengane-se.
O que sentimos tem uma ligação directa com o corpo, não só pelo que ele armazena, como pelo que ele manifesta e expressa. Olhando para o corpo, podemos avaliar a carga emocional que ele experimenta, ou seja, as emoções têm uma ligação directa com o nosso corpo, o que lhes permite ter um grande impacto não apenas no estado mental, mas também no estado corporal.
As emoções são poderosas e podem ajuda-lo a entender partes inconscientes de si e manter o seu corpo saudável. Já pensou nisso? Já se perguntou para onde vão as emoções que tenta esconder? – Se observar os sentimentos quando eles o incomodam, pode ajudar-se bastante a trazer harmonia e equilíbrio mental e físico.
Uma boa saúde emocional pressupõe estarmos conscientes de pensamentos, emoções e comportamentos; de aprendermos formas saudáveis de lidar com o stress e problemas, que são uma parte normal da vida. Pessoas emocionalmente saudáveis sentem-se bem consigo mesmas e usufruem de relacionamentos salutares.
Entretanto, a vida não é uma linha recta, e muitas coisas acontecem que podem desequilibrar a nossa saúde emocional. Mesmo quando ocorrem mudanças que desejamos, podem trazer experiências tão stressantes quanto as mudanças indesejáveis. É necessário ampliar a consciência corporal para que possa reduzir a tensão emocional.
Por exemplo, segurar a raiva pode originar uma tensão acrescida no maxilar ou um espasmo muscular. Emoções não expressas ficam presas no corpo à espera que as deixe sair. Até lá, ficam em tensão e desconforto físico, que quando ignorado, transforma-se em tensão crónica. Quando a carga é elevada, e o sistema corporal não consegue sustentar/segurar, podem sair de uma forma desproporcionada, inoportuna e descontextualizada;
O corpo é um mapa que ajuda a identificar o que sente. Observe-o. Ele tem uma mensagem emocional para si.
Dor de cabeça, enxaqueca, dificuldade em respirar, dor nas costas (associada muitas vezes à postura), exaustão ou um nó no estomago, etc… Algum destes sintomas é-lhe familiar?
Quando tentamos ignorar os sintomas, não só eles permanecem no sistema corporal, como se intensificam.
Encobrir a dor com drogas (licitas e/ou ilícitas) pode trazer um alívio temporário, mas não resolvem o problema. Se não expressarmos de forma adequada, elas permanecem dentro do sistema. Mas, expressar não significa descarregar, muito menos em cima do outro.
Nas próximas semanas, falaremos de cada uma das emoções básicas – Alegria, Tristeza, Medo e Raiva, e de que forma nos ajudam.
